agosto 04, 2008

O INDIVÍDUO MORAL E O COLETIVO IMORAL

Na antigüidade, os políticos romanos entretinham a população com o pão e circo, onde o circo eram os cristãos sendo devorados por leões. Na Idade Média, as coisas mudaram com os cristãos, pois de comida passaram a ser donos do circo e com eles no controle, bruxas e hereges eram queimados em praça pública, com o povo fazendo festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e com os gritos.
Um teólogo protestante (Reinhold Niebuhr, para quem quiser saber) escreveu “O Homem Moral e a Sociedade Imoral”, onde observava que os indivíduos isolados têm consciência. São seres morais. Sentem-se responsáveis por aquilo que fazem. Mas, quando passam a pertencer ao grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.
Indivíduos que, isoladamente, não fariam mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se responsáveis por atos muito cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num indigente adormecido e de jogar bomba no meio da torcida adversária. Indivíduos são seres morais. Mas o grupo não é moral. O grupo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
O grupo é movido pelo poder do momento. O grupo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o grupo detesta os indivíduos que se recusam a serem assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu tanto amo. Outra coisa são as práticas de engano que seduzem a coletividade com muita facilidade. O grupo é massa de manobra sobre os quais, os espertos trabalham.
POVO SEM CULTURA É MASSA DE MANOBRA.

Um comentário:

Isabel Ayala disse...

Eu já pensei nisso: o coletivo tem o pensamento, atitudes e preferências diferentes das do indivíduo.